segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Química por trás de um perfume

Um pouco de história

Os perfumes fazem parte do dia-a-dia da sociedade moderna. Todos nós temos preferências por determinados aromas, os quais podem mudar o humor ou suscitar emoções. Acredita-se que o uso de preparações aromáticas, com o intuito de perfumar-se teve início no Egito antigo.



A refinada civilização grega importava perfumes, principalmente do Egito. Mas os gregos não pararam por ai, eles criaram uma técnica própria para a obtenção de suas fragrâncias. Essa técnica foi chamada de maceração, onde plantas e flores aromáticas eram deixadas em repouso no óleo vegetal.

No entanto, foram os árabes os grandes responsáveis pela revolução da perfumaria, já que eles foram os inventores do alambique, que permitiu uma nova forma de extração de substâncias aromáticas.



No final do século XIX, com o desenvolvimento da indústria química multiplicam-se o número de fragrâncias e começam a surgir as essencias sintéticas. Atualmente, as substâncias sintéticas permite suprir a demanda das Casas de Fragrâncias, reduzindo custos, sem contar com o leque de possibilidades olfativas em que o perfumista pode se deliciar.

A química das fragrâncias

Do ponto de vista da química o que realmente caracteriza um perfume, uma fragrância?

A análise de um perfume mostra que ele é uma mistura complexa de compostos orgânicos e voláteis, denominada fragrância.

O sistema moderno de classificação de fragrâncias engloba um total de 14 grupos (ver figura abaixo), organizados de acordo com a volatilidade de seus componentes.



Durante muito tempo as fragrâncias características dos perfumes eram compostas exclusivamente por óleos essenciais, resinóides e absolutos de plantas e alguns animais selvagens.

Os químicos já identificaram cerca de 3000 (três mil) óleos essenciais, sendo cerca de 150 importantes para a perfumaria. A análise química de um óleo essencial permite identificar seus componentes através de técnicas como a cromatografia gasosa e a espectrometria de massas, por exemplo.

Uma vez identificados os componentes responsáveis pelo odor característico de um óleo essencial, os químicos podem sintetizá-los, tornando a matéria-prima mais barata. A grande maioria das fragrâncias utilizadas hoje, é sintética - principalmente para detergentes e sabões.

Na minha opnião as moléculas sintéticas nunca vão substituir totalmente os produtos naturais. Um perfume elaborado com matérias-primas naturais é mais harmonioso... complexo.

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